A minha experiência no Sul de Itália

julho 15, 2017

Olá a todos! Este post vai ser um bocadinho diferente dos que tenho feito em relação às viagens aqui por Itália. AQUI prometi-vos um guia e um vlog, mas não vos trago nem um nem outro. Não vos quero deixar sem uma explicação: o programa que uso para editar vídeos começou a dar erro e tive que o desinstalar e agora não tenho tempo (nem cabeça com tanta coisa para arrumar e limpar) para voltar a instalar e nem sei se está uma versão gratuita disponível, algo a tratar quando regressar. Em relação ao guia simplesmente não me sinto apta a fazê-lo, seria grande parte pesquisa da internet pois passei parte do tempo no hospital e outra grande parte em transportes públicos. Posto isto, o que vos trago hoje é basicamente um diário de viagem, ou digamos o vlog (resumido) por escrito.


O grande problema da viagem foi o sítio onde começou. Eram dez da noite, na estação de autocarros de Milão Lampugnano, um sítio imundo e cheio de mosquitos que se colaram aos meus pés e de lá não saíam nem mesmo com abanões. "Não há de ser nada" pensava eu.

Noite no autocarro decorreu com o seu natural desconforto e ar condicionado no máximo (seriously, é preciso tanto?). Cheguei por volta das 9h30 a Nápoles. Depois de uma mudança rápida de roupa na casa de banho do hotel (visto que ainda não podíamos entrar no quarto) reparo que fui extremamente picada e aí começam as comichões todas. Dirigi-me rapidamente a uma farmácia para comprar Fenistil. "Não há de ser nada, não vais fazer reação, vai correr tudo bem" dizia a mim mesma.

Um pequeno passeio e estava de volta ao hotel para fazer o check-in. Cada vez pior liguei à minha mãe a perguntar "Quando é que eu sei que estou a fazer reação?" (vou mesmo fazer 20 anos?). Peripécias à parte, cheguei a uma altura em que mal podia andar, tinha as pernas todas afetadas e os pés tinham o tamanho de uma das piores entorses que já vivi enquanto atleta. Seguimos para o hospital e lá ficamos durante a tarde. Depois de injeções e do medo de agulhas ter passado, saí de lá com uma receita e exatamente igual ao que estava. Jantar? McDonald's. Ver alguma coisa de Nápoles? Não. Pior? A médica disse que não podia ir à praia e estas férias ERAM MESMO PARA ISSO. 


Dia seguinte estava prevista uma viagem a Amalfi, mas sem praia podíamos apenas ficar por Salerno... Cheguei a Salerno e aquilo era horrível. Já para não falar que estava de calças, com alguma comichão e a pensar na praia que perdi. Depois de almoço desisti e rendi-me a uma ida a Amalfi pois havia autocarros diretos. Mas quem me mandou mudar os planos? Muito mais bonito, lindo! Não fosse não poder apanhar sol e era tudo ainda melhor. As babas ficaram menos vermelhas, mas começaram a criar bolhas nos pés. A esperança de uma ida à praia era cada vez menor.




Terceiro dia e as expectativas estavam elevadíssimas. Finalmente íamos embora da cidade horrível que é Nápoles (só não vi mesmo os pontos turísticos pois eu tive que andar a pé pela cidade e believe me, não há nada para ver). Ferry logo pela manhã para Capri e assim que cheguei vi o quão lindo era. De tirar o fôlego. Frustrada por não ir à praia pensava apenas que teria que aproveitar de outra forma. Fomos até à Gruta Azul o que custou um total de 15€ por pessoa... só para ver água um pouco mais azul do que a água azul normal. Não vale o dinheiro, apenas é aproveitar-se do turista inglês cheio de dinheiro que para ali vai. Resto do dia com cenários lindos, mas sempre com um sentimento de que a minha bela terra é melhor (muitas saudades de Portugal é verdade). Já disse que estava frustrada por não poder ir à praia certo? Sim. Melhor parte da dia? O pôr do sol que trouxe consigo um remix da música de abertura de Game of Thrones (está quase pessoal!!!!) vinda da festa da praia.


Último dia e as minhas pernas estavam claramente melhores, mas as bolhas teimavam em não rebentar. Entre chamadas com os pais e mensagens para a melhor amiga quase-enfermeira eu só queria que alguém dissesse "podes dar um mergulho", mas não. E ainda bem que não porque as praias são todas privadas e para estender a toalha 5 minutos eu não queria vender o rim.


Apesar de melhor, assim que cheguei a Nápoles dirigi-me ao hospital. Só queria saber se estava a ter uma reação normal ao comprimido. Ninguém me soube dizer nada. Ignorei o assunto e parti rumo à única coisa que realmente queria fazer: comer onde a Julia Roberts comeu, no L'Antica Pizzeria da Michele. Vale tão a pena, cada pedaço daquela pizza é excelente.

Mal esperava para me sentar no autocarro e regressar a casa. Desta vez o ar condicionado estava no mínimo (não há mesmo um meio termo na vida, não é verdade?).

Resumindo e concluindo: Nápoles é horrível e inseguro, mas tem boa pizza. Amalfi e Capri são destinos lindos, de tirar a respiração, mas a frustração de não poder ir à praia e as saudades que tenho do meu país fizeram com que não aproveitasse tanto do que ao que poderia ter aproveitado. Além disso, como vos disse na última publicação, eu tinha as expectativas demasiado elevadas (podemos culpar o Pinterest por isso certo?).

Desculpem por ser tão longo. Espero que tenham gostado!

You Might Also Like

4 comentários

  1. ahahah "vender o rim" adorei. Adorei o post e é a primeira vez que visitei o teu blogue e fiquei fá da maneira como escreves, nunca visitei italia mas caso um dia saia do pais esse será o top 1 da minha lista, beijinhos e segui o blogue

    https://damselme.blogspot.pt/

    ResponderEliminar
  2. Gostei muito de ler o post, em Setembro vou para Milão em Erasmus com uma amiga e queremos visitar algumas cidades italianas, é bom saber a opinião de outras pessoas para quando chegar lá não ter nenhuma surpresa ahah

    Mil beijinhos,
    www.lifewithju.com

    ResponderEliminar
  3. Adorei as fotos e o post está muito interesssante, gostei muito de lê-lo.
    Beijinhos :)
    https://damselme.blogspot.pt/

    ResponderEliminar